Salve salve!
O post de hoje é teórico, e repassa alguns dos principais argumentos que vem sido discutido por grandes nomes favoráveis a causa da descriminalização da maconha no Brasil.
As transcrições foram feitas pela Maria Felicissimo e divulgadas em seu blog do qual divulgo e credito aqui
Confira abaixo argumentos importantes expostos nos debates sobre o assunto e seus autores, nomes fundamentais para esta causa!
Luiz Paulo Guanabara – Psicotropicus – Centro Brasileiro de Políticas de Drogas, RJ.
“Uma lavagem cerebral foi sendo feita nas pessoas desde o início da proibição, vinda dos Estados Unidos.”
“O problema não está nas drogas, está nas políticas de drogas”
Discute o mito do usuário de drogas estar fora de si. Dá o exemplo da associação de usuários de drogas na Dinamarca, organizada e dirigida por usuários ativos de heroína que funcionam muito bem.
“A história da proibição das drogas tem muito a ver com a história da discriminação, do racismo”
“Ninguém esta promovendo o uso de drogas. Claro que se cada vez menos pessoas no mundo, usassem qualquer droga seria melhor. ”
“… mesmo com a legalização da maconha não deveria haver propaganda, como não deveria ter propaganda para as outras substâncias (tabaco, álcool, remédios) também.”
Mônica Gorgulho – Associação internacional de Redução de Danos, ONG Dinamo, SP.
“O pano de fundo desta conversa é uma lei, que é desrespeitada por tanta gente, o tempo todo, no mundo inteiro, tem que ser no mínimo discutida.”
“A Redução de Danos, inclui os usuários no debate, aborda todos esses assuntos, desde as leis de controle, passando pela prevenção, tratamento, até as estratégias utilizadas para os que não querem parar imediatamente de usar as drogas. Na Redução de Danos podemos falar abertamente, sem tabus. Assim teremos mais chances de informar a população”
“O fato do comércio ser ilícito é o que transforma essa atividade em algo tão perigoso para a sociedade. Muitas outras coisas estão envolvidas nas causas da violência.” “…como se pobreza ou desigualdade social não estivessem relacionados.”
“A legislação tão rigorosa, criminalizadora, impede o debate, impede pesquisas, deixando o ponto de vista limitado ao que chega nos centros de tratamento, que são casos mais graves. (…)Não sabemos o que acontece com a grande maioria que não chega nestes centros.”
Comenta o depoimento do usuário de maconha, apresentado no programa, que borda vários temas: o uso da maconha, a decisão de parar, o diálogo na família…
“A mídia, faz um falso recorte dos fatos e transmite falsa impressão ao público que coisas horríveis ocorrem porque as pessoas usam drogas. (…) 0 todo o resto desaparece”
“…essa caça as bruxas no caso do tabaco… – levanta a questão de como a gente trata as pessoas que compraram legalmente uma substância e têm o direito de consumi-la.”
“…os eventos públicos, debates como este, as marchas, são importantes para expôr este assunto que a muito tempo já deveria estar sendo discutido.”
Tarcísio Andrade – Médico, psicanalísta, Aliança Redução de danos Fátima Cavalcanti, Bahia.
Fala da dependência psíquica da maconha e comenta o e-mail enviado e lido no início do debate:” importante abordar o tema em bases realísticas.”
“…não é uma questão só da lei, a lei mudou um pouco, mas na prática, a história é outra”
“As marcas culturais têm um peso muito grande nisso, (…) posição idealizada irreal, (…) os adolescentes desprezam essas informações irreais que vêm dos adultos.(…) está na hora de criarmos meios para informar as pessoas sobre os efeitos negativos e positivos”
“Mito da porta de entrada: há um viés de comunicação dos estudos científicos, dados são interpretados de foma diferente”.
“Isso que foi dito, que o efeito da maconha é imprevisível – o efeito de tantas outras substâncias psicoativas são também imprevisíveis. (…) o efeito depende da propriedade farmacológica, da estrutura psicológica do indivíduo e da motivação para o uso. (…) o contexto é super importante.”
“…só aparece na mídia os que têm mais problemas, na prática muitos não apresentam essas consequências, a maior preocupação é com o fato de consumirem uma substância ilícita, os efeitos da substância em si não são, muitas vezes tão graves…”
“A droga é uma coisa inerte, o problema não é a droga em si e sim a relação das pessoas com as drogas.”
“…a drogas estava lá, disponível para todos e cada um se relacionava com ela como podia.”
“efeitos muito graves em algumas pessoas, mas o que isso representa em termos da população em geral? Neste caso, a criminalização é que tem causado mais malefícios.”
“…os governos atribuem todos os males ao comércio ilícito de drogas, os governos se escondem atrás desta desculpa”.
“a sociedade está avalizando (essas execuções sem julgamento dentro das favelas), em nome da guerra as drogas.”
“… o polígono da maconha (em Pernambuco) emprega 40000 pessoas no cultivo ilegal, 10000 são crianças, estes trabalhadores estão desassistidos (…), para os governos é mais fácil manter na ilegalidade. ”
“a Redução de Danos” não permite que as pessoas consumam drogas nos ambientes de tratamento, a maconha não é prescrita em tratamentos de RD ou em CAPS-ad.” (…) trabalhamos junto com o usuário para identificar a melhor forma de ajudá-lo, (…) ficar ao lado dele e não contra ele.”
“Precisamos discutir realisticamente os efeitos e consequências das drogas, (…) benefícios e malefícios”.
Alexandre Dumans – Advogado criminalista.
“Descriminalizar é diferente de legalizar, (…) legalização é a descriminalização e regulamentação.Descriminalizar é, simplesmente, deixar de ser crime o ato, (…) por exemplo, o adultério deixou de ser crime, a prostituição não é crime, tentar o suicídio não é crime. (…) pelo princípio da lesividade, só pode incriminar uma conduta, quando essa prejudica a terceiros. (…) quem incita o suicídio ou à prostituição está cometendo o crime.”
Comenta o mito: o usuário de drogas financia a violência do tráfico de drogas: “lógica absurda, (…) da mesma maneira, estaríamos financiando o terrorismo comprando gasolina.”
Fala do lado preconceituoso das leis: “o agravamento das penas por crimes de tráfico não distingue, de forma objetiva, o usuário do traficante. (…) a autoridade deverá levar em conta as condições sócio-econômicas do usuário (…) a própria lei promove a discriminação.”
Comenta a nova lei de drogas do Brasil: “um benefício foi a regulamentação do uso da ayahuasca. Trouxe a figura do usuário, comprador, que partilha a droga com os amigos (uso compartilhado). Anteriormente essa pessoa seria punida como traficante, agora não.” O lado negativo da mudança da lei: “agravou a pena para tráfico, atingindo olheiros, fogueteiros, que sofrem a mesma pena do traficante (5 a 15 anos), enchendo as prisões.”
Faz uma citação e analogia para explicar a defesa do debate sobre drogas: “Não concordo com uma palavra do que você fala, mas defenderei até a morte o seu direito de dizer. (…) Não concordo que você use drogas, mas defenderei até a morte o seu direito de usá-las.”
“Quem acabou com o gangsterismo da lei seca não foi o Eliot Ness, foi o fim da proibição.”
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quinta-feira, 17 de setembro de 2009
quarta-feira, 22 de julho de 2009
Podcast Sarnento
Uma sequencia de diálogos gravados pela Polícia Federal com autorização judicial, durante a Operação Boi Barrica, revela a prática de nepotismo explícito pela família Sarney no Senado e amarra o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), ao ex-diretor-geral Agaciel Maia na prestação de favores concedidos por meio de atos secretos.Em uma das conversas, o empresário Fernando Sarney, filho do parlamentar, diz à filha, Maria Beatriz Sarney, que mandou Agaciel reservar uma vaga para o namorado dela, Henrique Dias Bernardes. Em conversa com o filho, alvo da investigação, Sarney caiu na interceptação. Segundo a gravação, o senador se compromete a falar com Agaciel para sacramentar a nomeação. O namorado da neta foi nomeado oito dias depois, por ato secreto.
CONFIRA NOS LINKS ABAIXO OS DIÁLOGOS VERGONHOSOS APRESENTADOS NO TEXTO
Diálogo 1 (30/3/2008 - 15h14min04s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa
Diálogo 2 (31/3/2008 - 11h34min54s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa
Diálogo 3 (01/4/2008 - 15h57min00s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para namorado na Casa
Diálogo 4 (01/4/2008 - 21h00min53s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa
Diálogo 5 (02/4/2008 - 09h36min17s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, tenta agilizar a contratação do namorado da filha
Diálogo 6 (02/4/2008 - 10h32min21s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, fala com o pai e pede que ele dê "uma palavrinha com Agaciel" para a contratação e os dois conversam sobre "negócio da TV"
Diálogo 7 (25/03/2008 - 19h31min29s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, conversa com o filho João Fernando sobre o emprego dele como funcionário do senador Epitácio Cafeteira
Diálogo 2 (31/3/2008 - 11h34min54s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa
Diálogo 3 (01/4/2008 - 15h57min00s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para namorado na Casa
Diálogo 4 (01/4/2008 - 21h00min53s): Neta do presidente do Senado negocia com o pai, Fernando Sarney, cargo para o namorado na Casa
Diálogo 5 (02/4/2008 - 09h36min17s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, tenta agilizar a contratação do namorado da filha
Diálogo 6 (02/4/2008 - 10h32min21s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, fala com o pai e pede que ele dê "uma palavrinha com Agaciel" para a contratação e os dois conversam sobre "negócio da TV"
Diálogo 7 (25/03/2008 - 19h31min29s): Filho do presidente do Senado, Fernando Sarney, conversa com o filho João Fernando sobre o emprego dele como funcionário do senador Epitácio Cafeteira
E em momentos de crise eu reflito: Como faz falta ser neto de José Sarney!
Fonte: Gabeira Blog
Podcasts: Estadão.com
terça-feira, 14 de julho de 2009
Vai ou racha no senado!
Faz tanto tempo que Michael Jackson ainda era vivo (ou aparentava) quando os atos secretos foram a tona!Foram milhões de reais que durante mais de uma década circularam ostentosamente por debaixo dos lençóis do senado brasileiro. (A sujeira vem antes de Sarney, acreditem),
Mas num é que um espírito divino de bom senso pairou sobre os céus escuros do senado trazendo um pouco de luz e esperança para todos?
É que o presidente do senado, o mui bigodíssimo José Sarney decidiu de uma vez por todas anular dramaticamente todos os atos secretos como uma tentativa desesperada de tentar limpar o filme do senado e de outros calabouços sujos de Brasília (Obviamente que a medida não seria tomada por questões morais ou financeira)
Agora é esperar pra ver se no mínimo a tal tentativa demagógica dará certo de verdade.
Se o papo de anular os atos secretos foi fachada ou não eu num sei, mas como um bom brasileiro desacreditado num boto muita fé.
Só peço para que se for tomada alguma medida, que sejamos informados, afinal o povo brasileiro está cansado de segredos!
Confira o primeiro episódio da saga “Os atos secretos”
Fonte: Jornais brasileiros
terça-feira, 23 de junho de 2009
Mais que publicidade!

Imaginem um emprego do qual você tem o poder de elevar o seu salário em até 200% sobre o valor original, ou então um emprego do qual você poderá contratar a sua mãe, ela mesmo! Para ser sua secretária e lhe servir aquele cafezinho que só ela sabe fazer e ainda receber mais que um diretor de multinacional, adorável né?
O fato é que esse emprego existe! E ao contrario do que muitos pensam, para concorrer esta vaga não é preciso muito preparo! Nem ser alfabetizado sequer é necessário!
Este é o senado brasileiro! O SPA brasiliense parlamentar, entre tenso e saia flutuando (de jatinho particular pra Suíça).
Ultimamente nosso senado tem enfrentado uma hilária crise, se é que se pode chamar assim, que são os tais atos secretos.
Digamos que você seja um poderoso parlamentar que além de ter o poder de manipular o legislativo brasileiro, ainda tem o direito assegurado por decreto de realizar atos secretos, ou seja, sem ter de prestar contas ao congresso e muito menos a sociedade. (Afinal quem gosta de ter sua privacidade exposta num é verdade?)
Pois bem, tudo caminhava (ou rastejava) perfeitamente nos seus conformes se não fosse por ele! O ilustríssimo José Sarney, a múmia brasileira, o coronel sanguinário maranhense aliado principal da ditadura militar está de volta! E como presidente do senado!
É claro que tanta fama assim (seja ela negativa ao seu ponto de vista ou não) chamou a atenção da tão aclamada "opinião publica" que em uma sindicância para apurar os tais "atos secretos" , expôs um leque de regalias que nem os mais nobres lordes britânicos usufruem.
Pretendo não ir muito além com as acusações, mas aposto que você não tem um mordomo pago com verbas publicas ou muito menos sua filha não foi a Disney com o desvio do "Bolsa Moradia".
Pois é meus caros, esse bigode tem poder!
É claro que extremamente preocupados com as ilustres acusações, o senado lança agora junto a agências de publicidades (espero que não seja a do Marcos Valério) a campanha Reforma Moralizadora do Senado! Profundo não?
Mas não comemore ainda você que crê na transparência deste país, porque a principio é apenas uma campanha visual, sem nenhum caráter físico ou moral.
O que de certa forma é bom para pessoas como eu, que ainda pretendem arrumar um empreguinho qualquer no planalto só pra não ter mais de pagar R$ 8,50 por dia de ônibus, também quero regalias oras!
Aos publicitários de plantão que tem interesse em ajudar a pobre imagem do senado, mesmo que seja por photoshop, entre em contato com:
José Sarney -jose.sarney@senador.gov.br
Carlos Zoghbi -carlos.zoghbi@senador.gov.br
Os emails são válidos, mas seja rápido que esta reforma durará conforme a memória política do brasileiro! Ou seja, talvez já seja tarde demais...
Vai pizza ae?
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